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18 de fevereiro de 2017 - 00:56F-E

Goste de nós, Buenos Aires

Por Pedro Henrique Marum

Chegamos a Buenos Aires

Mas Buenos Aires ainda não chegou a nós.

Alguns são os motivos que fizeram Rodrigo Berton e eu não conseguirmos nada do que tínhamos pensado para hoje. Acho que é paciência e bola pra frente, porque tem mais um dia. Numa categoria, porém, em que todas as atividades de pista e extra ela se resumem a dois dias – e que no sábado os pilotos passam o dia praticamente inteiro dentro do carro -, é difícil projetar qual o volume de coisas novas traremos para vocês amanhã.

De qualquer forma, é legal estar aqui. Eu não conhecia Buenos Aires – não preciso repetir que praticamente todas as viagens mais longas que fiz na vida foram a trabalho. Todas elas, depois que passei a trabalhar. Coisas de um suburbano…

Tudo que vai acontecer amanhã, acontece bem perto da Casa Rosada. Não tomamos um chá das cinco com Macri (e eu duvido que ele receberia um suburbano para tanto), mas estávamos ali em frente na hora certa. A cidade é linda, mas a maioria das pessoas não faz a menor ideia que uns carros elétricos vão dar umas voltas aqui amanhã. Talvez tenha bastante gente vendo, porque é bem fácil de chegar e porque não são tantos lugares assim. Mas a cidade não está mobilizada, longe disso. De sete pessoas que perguntamos na região do Puerto Madero, cinco nem sabiam de corrida.

Mas a pista, que já conhecemos das primeiras duas temporadas, é realmente muito interessante vista ao vivo. O jogo de trechos extremamente estreitos com outros rápidos e largos abrem todo um leque de estratégia, que se amplia desta feita por conta do modo mais aberto de gerenciar o gerenciamento de energia dos carros. Após duas pistas que ninguém conhecia – mas mesmo assim sabe que a estratégia deste novo formato entrou na baila -, a corrida da Argantina dá a primeira clara chance de ver como o gerenciamento da energia elétrica afeta as escolhas e destinos de cada qual.

Mas isso é assunto para amanhã. Hoje, depois de uma jornada decepcionante, resta destacar e mentalizar o que disse certa vez o filósofo argentino Raúl González Tuñón:

“Me he despertado anoche reclamando a mi madre / y sólo el viento me respondió, / con su eterno arrastrar de papeles inútiles/ que arrojan los filósofos al alba.”

Como este filósofo estará de pé al alba – ou ao amanhecer, num português claro -, melhor ir me despedindo.

Que Buenos Aires goste mais de mim amanhã e que tenhamos uma grande corrida.

(e desculpem pela falta de fotos próprias, mas a bateria acabou.)

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