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5 de dezembro de 2015 - 20:47Crônica

O dever de sangrar

Por Pedro Henrique Marum

Eu começo esse texto com apenas o título na minha cabeça em uma formação decente, porque o resto ainda está se formando como num jogo de Tetris – então é melhor que eu me adiante antes que uma daquelas pedras quadradas caia num canto do lado de uma das pedras fálicas e meu tempo acabe. Nunca tive paciência para o Tetris mesmo.

O país está em ebulição há dois anos e meio, isso não é novidade, mas a passagem do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff mandou tudo pelos ares pelas mãos de uma criança de oito anos de idade que carrega a bola de volta para casa quando não o deixam ganhar. Claro, Eduardo Cunha é uma figura das mais nefastas de um parlamento marcado pela ditadura e seus pupilos, coronéis e matadores da pior espécie. Cunha vai cair, cedo ou tarde. Não sei Dilma, que talvez ganhe um fôlego depois do chilique de  um Cunha que hoje é um esqueleto do deputado infame e astuto que assumiu a presidência do Congresso um ano atrás. Daquele, sobrou apenas uma caricatura ainda mais triste e sórdida.

Mas isso não é sequer o que mais me chamou a atenção no Brasil nesta última semana. Aliás, o que mais me chamou a atenção foi o que mais chamou a atenção de todo mundo: a molecada de São Paulo. E a reação da Grande Mídia, este grupo tão particular que já virou uma única instituição e merece um substantivo próprio para chamar de seu, é o que mais espanta novamente. E esqueça, por favor, essa baboseira que te ensinaram em alguma faculdade de comunicação ou que você ouviu de alguém metido a jornalista de que esse negócio se faz com total imparcialidade. Esqueça, porque senão não faz sentido você continuar no meu blog e lendo este texto (acho que falo também pelo co-dono deste domínio comigo, o Gabriel Curty). A imprensa precisa sangrar.

E eu também não estou falando desses clichês de quem acha que a imprensa precisa atender ao que um indivíduo entende por sociedade, certo e errado. Não estou falando de tirar presidente e governador e prefeito do cargo por campanha mentirosa escolhendo um lado que nada tem a ver, na real, com a sociedade. Estou falando desses momentos, desses moleques e molecas, adolescentes, jovens adultos – essa garotada, acho que posso tratar assim porque são ainda mais jovens que os meus 23 anos, e isso me espanta demais e me deixa maravilhado tanto quanto. Estou falando de um governador, de Geraldo Alckmin, e de seu golpe na educação. Estou falando de sacar do panorama do estado uma centena de escolas, muitas delas já em condições precárias e jogadas às traças, com salas caindo aos pedaços, quadras esportivas interditadas por sabe-se lá quantos anos e com aulas que faltam porque não tem professor e nem a estrutura e em salas de aula que já contam com 40 cabeças. E aí você resolve numa canetada que é melhor pegar essa molecada que já está na mão do palhaço, restrita a um espaço diminuído de uma cidade segregada, e mandar para longe de casa para colégios que não estão em melhores condições, mas vão estar com salas de aula bem mais cheias.

Aí essa molecada começa a contra-atacar da sua maneira. Resolve organizadamente, via um movimento estudantil, que é hora de ocupar essas escolas e mostrar que eles vão, sim, disputar esse espaço que é deles. Deixemos bem claro uma coisa: escola não é de diretor, não é de secretário e nem de governador. Muito menos de PM. Escola é lugar de aluno primeiro, professor logo em seguida – nessa ordem. A galera se junta, ocupa mais de 200 escolas e protesta pelas 95 que vão ser fechadas. Lá dentro estabelece verdadeiras comunidades que estão, de dentro para fora quando as coisas deveriam funcionar no outro sentido, recuperando muitos destes colégios que vai saber como estavam antes.

No caminho, um governador dos mais autoritários. Sob seu comando a polícia militar de São Paulo pode descer o martelo em qualquer um sob o escudo – não, escudo, não. Vamos usar o termo ‘fantasma’ porque o encaixe é melhor – sob o fantasma dos movimentos políticos. Com Alckmin, se tornando agora um herói dos neo-fascistas brasileiros mesmo com a fala mansa e a aparência de bom moço, qualquer manifestante está jogando um jogo político que ele não pode aceitar. É assim que os metroviários são demitidos aos montes. É assim que professores apanham, jornalistas apanham, jovens nas ruas apanham, adolescentes dentro de colégios apanham – por causa da motivação política. Talvez Geraldo precisasse saber que fazer política é um direito constitucionalmente garantido a todo e qualquer cidadão, não apenas a dinossauros que devem ter algum tipo de prazer sexual em decidir sobre a vida das pessoas no bater de um tacape mágico. Mas Geraldo provavelmente já sabe disso. Só não podemos contar com o fulgor democrático de uma figura tão desonesta que manda bater em estudante na escola e nem se preocupa em mudar a desculpa das últimas cacetadas que mandou dar em manifestante.

E a Grande Mídia nessa? Segue dando de ombros e usando de subterfúgios mais escorregadios que os diálogos de Alckmin. Insistem em termos errôneos, insistem em tratar como invasão como se fosse possível estudante invadir colégio. Insistem em tratar como confrontos as surras que a PM de São Paulo dá nos adolescentes, como se fosse possível que um monte de molecote descamisado e desarmado entrasse em confronto com PMs armados e paramentados. A Grande Mídia, para dizer o mínimo, decide não escolher um lado quando o lado é claro e não optar por ele é se colocar do lado errado da história e do lado errado do que o jornalismo deveria ser em seu âmago – não apenas do direito à informação, mas da ciência que há um mundo a ser disputado, seja você novo ou velho. Parafraseando Victor Martins: grande mídia, essa.

E eu quero ir mais longe, quero vir no quintal de casa. Aqui pelos lados onde a PM carioca adora atirar. Porque a PM do Rio é atiradora compulsiva. Quer dizer, no Subúrbio, na Baixada Fluminense, nos pontos distantes da Zona Oeste a PM carioca adora atirar. No Leblon, no Recreio dos Bandeirantes e na Urca já é menos do feitio. Já disse aqui no blog em mais de uma ocasião de onde eu sou e de onde eu escolheria ser dada qualquer chance. Sou da Zona Norte, do Méier. Sou suburbano. Aqui, atira-se. E olha que nem é das piores situações.

As situações são bem ruins perto de onde eu ainda vou à faculdade, lá em Madureira, o berço do samba, o lugar da música do Arlindo Cruz e que ganhou uma versão incrivelmente tosca para ficar ‘cool’ e tocar em Malhação. Disso todo mundo sabe, mas ali do ladinho, no Complexo do Chapadão, acontece um genocídio. Porque vamos chamar pelo que é.

Quando cinco jovens que nada de errado faziam são metralhados em Costa Barros, 111 (cento e onze, caso você tenha achado que foi um erro de digitação) tiros disparados por policiais contra o carro onde estavam, isso é assassinato. Cinco jovens sem histórico policial e que estavam encerrando a noite indo comer num Habib’s 24 horas qualquer no que era uma noite de comemorações: um deles tinha acabado de ganhar o primeiro salário da vida.

E último salário. Porque ele não voltou para casa naquela noite e não vai voltar mais, morto por uma polícia que esqueceu de deixar o AI-5 para trás e vive nos boogie oogies da virada para os anos 1970.

E adianta exonerar o comandante do batalhão responsável? É o mesmo batalhão que há algumas semanas matou outras duas pessoas a sangue frio após uma confusão grotesca: a de ver um fuzil num macaco hidráulico. Mas não é o mesmo que de um policial que viu outro fuzil nas mãos de um homem que, dentro de sua própria casa, fazia um buraco em sua parede com uma furadeira. Não adianta o governador ir à Globo de gravata, dizer maravilhas do secretário de segurança José Mariano Beltrame, demitir e promover, se a filosofia policial continua a mesma. A polícia do Rio tem péssimas condições, tem medo por ser despreparada e só aprendeu uma linguagem, a repressão contra suspeitos.

Mas estes suspeitos não estão na Zona Sul da cidade e não são brancos. Os suspeitos são pobres ou negros ou, de preferência, pobres e negros. Porque foi assim que aprenderam, que estes são os mais prováveis suspeitos. Só que suspeito é tratado como culpado, e rapazes inocentes, sem qualquer aviso ou chance de se defender, morrem indo lanchar. Ou correndo na rua num pique-pega qualquer durante uma noite de um dia de semana, como também aconteceu ali nas proximidades do Chapadão neste ano. Todos negros e todos pobres, um filmando a própria morte.

Não há o menor interesse de que deixe de ser assim. As PMs brasileiras não vão mudar e não vão mudar por um motivo simples: servem perfeitamente aos interesses de seus governadores. É uma instituição que fede a ditadura militar, que nada perdeu desde aqueles tempos e que hoje, 30 anos depois da reabertura política, continua sabendo conversar apenas com o idioma da repressão. Servem bem aos governadores, como Geraldo Alckmin, que não aguentam ver essas crianças com cheiro de Mucilon ainda lutando e exigindo serem ensinadas sobre as coisas básicas que a escola deve ensinar quando está cheia. Na real, dentro de uma escola fechada e numa situação de sítio, essa juventude está aprendendo vida e aprendendo política, para o bem e para o mal. É aterrador pensar que com escolas assim, fechadas, eles estejam aprendendo mais sobre todo esse mundo do que quando as aulas estão rolando.

E a Grande Mídia nisso das PMs? A Grande Mídia tem um comentarista de segurança ex-BOPE que defende a atitude de um PM ao atirar letalmente num jovem que, ele acreditava, estava praticando um assalto. O assalto, na verdade, era uma brincadeira de dois amigos numa rua aqui do Engenho de Dentro. O erro não pode ser desfeito, e o rapaz morreu e sua filha recém-nascida vai crescer sem um pai. Para o comentarista, uma pena, mas atitude correta do PM. Lance mais legal do que pintar com Lukscolor. E assim a Grande Mídia segue no baile doentio de corroborar que um profissional qualquer use força letal num suspeito sem sequer saber o que se passava. A Grande Mídia corrobora a tática de atirar primeiro, perguntar depois. O que esperar quando você contrata um comentarista de segurança ex-BOPE? Nada diferente, evidente. Rodrigo Pimentel é aquele em que José Padilha tomou alguma inspiração para criar o Capitão Nascimento. No segundo ‘Tropa de Elite’, Pimentel se prestou ao ridículo papel de aparecer como figurante num restaurante logo após a chacina no presídio, a sequência que abre o filme, batendo palma para Nascimento, então responsável pelo massacre dos presos. Mais uma figura medonha, que flutuou de causar o terror nas favelas e comunidades mais pobres do Rio de Janeiro vestido com a faca na caveira para corroborar os atos mais criminosos de policiais na hora do almoço na televisão.

Do jeito repressivas que são hoje, as PMs fazem seus trabalhos. Matam jovens negros em época de Natal na Bahia, diz que eram ladrões de banco e fica o dito pelo não dito. A Grande Mídia não realmente se importa e ainda bem que há a internet para jogar uma luz sobre essas coisas, senão, eu, pelo menos, jamais saberia que os “ladrões de banco” não tinham passagem pela polícia. Que nada sustenta que eles atiraram primeiro nos policiais, na verdade é bem o contrário. Batem em professores em Curitiba, caso alguém tenha esquecido. Impedem manifestações no Congresso, lá no Distrito Federal.

Quanto a isso, a Grande Mídia faz o que? Fica com seus dogmas e termos equivocados, seu tempo curto contado num espelho pessimamente distribuído, transformando qualquer manifestante em transtorno para o tal do “Cidadão de Bem”, esse ser mitológico e cada vez mais odioso da sociedade brasileira, que tem então escorado o seu egoísmo de querer as manifestações bem longe dele e de seu mundinho mentiroso. Afinal, quem essa molecada pensa que é para atrapalhar o trânsito para o Cidadão de Bem? O Cidadão de Bem quer passar. O Cidadão de Bem, meus caros, é um cuzão. E é para eles que a Grande Mídia trabalha no Brasil hoje e há muito tempo.

A imprensa não sangra, mas ela deveria. A imprensa tem o dever de sangrar.

O vídeo que abre o texto é o tal sumido do site da ‘Folha de São Paulo’ depois da visita de Geraldo à redação.

 

20 comentários

  1. André Luiz disse:

    Excelente texto! O debate é o mínimo que devemos fazer a fim de manter a sanidade intelectual…

  2. Leandro Giannetti disse:

    Parabéns pelo texto e por usar muito bem este espaço. Parabéns ao Grande Prêmio por proporcionar esta liberdade à vocês.

    Fica aquela boa sensação de que há esperança no futuro.

  3. Paulo McCoy disse:

    Prezado Leandro,

    Tudo bem?
    De pronto, inicio esta elogiando seu artigo. Gostei muito do enfoque, assuntos abordados e, claro, a forma pelo qual a conclusão evoca a necessidade de reflexão. Pouco para acrescentar. Porém, as situações protagonizadas pelo governador paulista me deixam igualmente reflexivo, porém, em outro ponto. Claro que ele agiu de forma errada, o mesmo envolvendo seus subordinados. Acontece que sou uma pessoa simples e, portanto, vejo a vida de maneira simples. Dito isso, ressalto que após ler seu artigo e conferir as atitudes erradas do governador, dois quesitos imediatamente surgem à mente.O ponto contudo que me deixa intrigado tem a ver com dois quesitos básicos.
    1) A finitude do ser; 2) Dinheiro.
    Sobre o ‘Quesito 1’. Sabemos, mais cedo, mais tarde, iremos morrer. Desta vida nada se leva. A melhor vingança contra a vida é viver de forma agradável. Fiz questão de elencar tais frases para imediatamente adicionar o elemento ‘2’ citado, dinheiro. Outro dia, ao acaso, reli reportagem envolvendo o citado ‘gestor municipal’. Reportagem de 2005, quando ele ocupava cargo de governador, deixava claro seu invejável patrimônio. Longe de querer fazer longo relato, o fato é que se na época ele (Geraldo) possuía ‘$$$’ suficientes para viver de forma tranquila, muito difícil para mim entender os ‘motivos’ para ele ambicionar continuidade em um ramo (politica) que, sabemos, é algo para lá de complicado.
    Tenho para mim que quando voce é RICO, voce pode viver bem e deixar o PROBLEMA PARA OUTROS!
    (Todo mundo concorda que um simples trabalhador precisa do emprego por um motivo – sobrevivência. E, sabemos, nem sempre o ambiente no trabalho é perfeito. Porém, o trabalhador precisa do emprego e, infelizmente, aguentar pressões, etc).
    Na boa: para que trabalhar em cargo que só traz problema e ainda estar exposto às JUSTAS pressões e cobranças da imprensa? Para que acordar e tomar atitudes ERRADAS que merecerão críticas?
    Alias…qualquer pessoa sabe que governar São Paulo é ‘barra pesada’ e que INEXISTE a fada madrinha (entidade que poderia emprestar ao governador a varinha de condão para que, num estalar de dedos, TODOS problemas se resolvam). Pergunta que se impõe: como é possivel que um cidadão, cujo patrimonio é para lá de admirável, sendo – ao menos para mim – quantia mais que suficiente para uma vida TRANQUILA e SEM COBRANÇAS –, tenha INSISTIDO tanto em querer assumir o cargo de governador? Vai ver, deve ser um TEDIO ter $$$ para passear e viver bem. Por isso… entre ser rico e curtir a vida, ‘mil vezes melhor’ ser governador, ter obrigações incontáveis e sofrer JUSTAS criticas logo no primeiro dia da posse. Na boa: deve estar ‘rolando’ um vírus que impele pessoas ricas à ‘procurarem’ uma vida problemática…
    O assunto, claro, é polêmico. Porém, duvido que alguém possa contestar. Talvez o governador. Mas, claro, ele deve estar ocupado e certamente elencaria que ter dinheiro para viver de forma tranquila e sem cobranças não é tudo na vida…
    Com renovada admiração pelo artigo e agradecimento pela oportunidade de manifestação,
    Kind regards,

    Paulo McCoy

    • Pedro Henrique Marum disse:

      Só não sei se a relação entre dinheiro e trabalho é assim tão clara, Paulo. Nem sempre é o pagamento que move o trabalhador. Acho que se você é apaixonado por alguma coisa, é até recomendável que seja diferente.

      Agradeço pelos elogios, só ressalto que meu nome é Pedro, hehe.

      Grande Abraço!

      • Paulo McCoy disse:

        Estimado Pedro,

        Bom dia OU boa tarde.
        De pronto, peço desculpas pelo erro. Ainda não entendi porque errei em digitar seu nome. Sinceras desculpas; espero nunca mais repetir.
        Dito isso, gostaria de ressalvar uma situação. In verbis, você fala que “nem sempre é o pagamento que move o trabalhador”. Então, no caso do governador, tudo indica, o que motiva a sair da cama diariamente é o sofrimento, Sim, porque somente pessoas que gostam de ter problemas adoram atuar na esfera governamental deste país (municipalmente e regionalmente falando). Em resumo: como existem pessoas que gostam de sofrer, não é? Agora, pior que tal constatação, é saber que NADA irá mudar em termos de atitude por parte do gestor publico. O ingênuo aqui gostaria de acreditar que ele iria repensar atitudes, pedir desculpas para TODOS envolvidos mas… oh, wait: esqueci que o sonho de um mundo melhor deve ser apenas… um sonho.
        Com renovado pedido de desculpas pelo erro, e, na esperança de sempre continuar lendo seus textos de ótima qualidade,
        Atenciosamente,

        Paulo McCoy
        Passo Fundo, RS

  4. Renato de Mello Machado disse:

    A imprensa tem o dever de sangrar. Só quê não no Brasil,ou LisarB,Quê é o quê nós vivemos.O quê acontece no país hoje nada tem haver com o regime militar,quê terminou em 1985.De lá para cá só governo civil .em tão vamos deixar o defunto descansar e assumir nossas responsabilidades pois os governos civis são iguais a Hitler,não assinei nada,não vi nada não sei de nada não tenho participação .O policial de um país desenvolvido levanta da cama e pensa assim:vou fazer meu trabalho,do lisarB pensa assim;primeiro quê aparecer meto chumbo,pois tenho família.tudo isso é assim porque o governo civil assumiu o poder mas quando quer acabar com a baderna usa o velho jeito.quem governa hoje é civil, militar,obedece ordem e quem está no poder é o PT ele quê tem quê ser cobrado.

    • Pedro Henrique Marum disse:

      É impressão minha ou você defendeu a ditadura militar?

      • Renato de Mello Machado disse:

        Não meu prezado, só quê falar de passado, e não mudar o presente,vamos para a onde? acordem o governo é civil,não é mais militar,aliais nunca na história deste país os milicos ajudaram tanto: ocupação nos morros, do Rio; pois o governo estadual e federal já perderam para o tráfico.Na época da copa,das tragédias de inundação das cidades, por chuva e dos resíduos da Samarco, das Olimpíadas quê vem por aí.Agora falem, de política de ação de governo, quê é o quê falta nesse país.O governo federal faz uma ação,o estadual faz outra e o municipal faz outra,completamente diferente e não se entendem,e enquanto isso, quem é para servir, quê são os políticos vão se servindo, e causando o caos na nossa sociedade.Se Deus quiser, os militares não vão assumir o poder, agora quem faz o serviço sujo dos políticos, são eles,tomara quê um dia não façam mais ai eu quero ver.

  5. Ricardo Aquino disse:

    Voce nao tem visto noticiario a muito tempo pelo jeito. No SPTV todos os dias condenam as açoes do Alckmin na educação e no metro. Esse negocio da educacao alias é a unica pauta deles agora. No Jornal Nacional a mesma coisa, todo dia tem materia longa falando do assunto. E só para ficar claro eu sou totalmente contra o que o governo do estado está fazendo. Isso é a Globo mostrando tudo a nao ser que vc nao considere ela grande mídia. Liga a TV cara.

    • Pedro Henrique Marum disse:

      1 – Você está equivocado
      2 – a Globo não é a única grande mídia do Brasil
      3 – falar do assunto por duas horas pode terminar inútil dependendo da forma como é feita.

  6. Romullo Herzer, Fogueteiro Anil disse:

    Seu Petralha comunista de merda!!!!!11!!!

    O PÁIS NAUM VAI PRA FRENTE POR CAUSA DE TRASTES COMO VOÇE. O SERTO É PRENDER TUDOS OS POBRES E MANDA MATAR ELES NAUM AJUDA A POPULASÃO AÍ PRAFRENTE ELES MULEQUE ARRUASSEIRO SÓ ATRAPALHA OS SISTEMA DE ENSINO SAUDADE DA DITADURA NUNCA TIVE PROBLEMA NO COLEGIO APRENDIR TUDO IGUAL TODOS NAUM TINHA NÉGOCIO DE RASCISMO. ISSO É COISA DO PT LULA BANDIDO QUE QUER FAZER DO BRASIL IGUAL VENEZUALA AJUDANDO CUBA NAUM VOU MAS LER ESSE LIXO DE BLOG SAUDADE DE QUANDO SO FALAVA FORMULA UM. VOÇES NAUM RESPEITA NEM MEMORIA DO SENNA MAIOR IDOLO DO BRASIL. MORREU COMO HEROI APOIAVA FHC QUE FEZ TUDO PELOS PROFESSORES TIO MEU GANHAVA MUITO DINHEIRO NA SECRETARIA DO MUNICIPIO DE SAQUAREMA HOJE GANHA MAU TRABALHANDO NO PQ PERDEU EMPREGO PQ TEM PETISTA NO GOVERNO. VE SE LER JORNAL, MULEQUE, TU QUEIRA TAR LA ENVADINDO ESCOLA 23 ANOS E ACHA QUE SABE ALGUMA COISA.

    • Pedro Henrique Marum disse:

      FOGUTEIRO DESCULPA CARA PERDAUM EU NAUM QUERIA TE INCOMODAR QUE NEM UM ELEFANTE QUE INCOMODA MUITA GENTE MAS ACABEI SENDO DOIS ELEFANTES QUE INCOMODAM MUITO MAIS BONS VENTOS PRA PREFEITURA DE SAQUAREMA E QUE RECONTRATEM SEU TIO OU O GRANDE ROQUEIRO BRASILEIRO SERGUEI QUE MORA LÁ TAMBÉM

  7. Samuel disse:

    Petralha detect! Pra trabalhar pro Gomes, é requisito ser militonto?

  8. Danilo disse:

    Pedro,mais uma vez um excelente texto,como é padrão desse site Grande Prêmio.Eu consigo entender todo o seu desabafo,pois eu também tenho 23 anos e peguei uma escola estadual que tinha exatamente as mesmas condições que muitas escolas brasileiras possuem hoje:salas sucateadas,falta de professores,muitas aulas vagas,pois não tinha o que se fazer,muitas vezes eu tinha que ir embora antes do fim do período porque não tinha o que se fazer.Pois bem,uma pergunta não quer calar e também gostaria de fazer a esses alunos:porque esses mesmos alunos não fizeram essa ocupação antes do governador anunciar que iria fechar escolas,prejudicando uma safra inteira de famílias,sim,pois famílias podiam ser prejudicadas se caso os alunos estudassem muito longe de suas casas,porque não pediram o aumento de professores,pois muitas escolas públicas(especialmente estaduais) tem um sério déficit de professores,e mais,porque esses mesmos alunos não exigiram melhores condições a eles mesmos para estudarem nessas mesmas escolas?Era tão simples evitarem esse tumulto,ainda mais em um ano antes das eleições municipais?No mais,é um excelente ponto de vista que tu mostraste e meus parabéns por mostrar uma verdade que muitas vezes é ignorada pela chamada “Grande Mídia” e pelo grande público

    • Pedro Henrique Marum disse:

      Danilo, primeiro valeu pelos elogios.

      Quanto às perguntas que tu fizeste, acho até válidas, mas discordo da premissa de que era simples evitar o que aconteceu. Minha resposta para elas seria que muitas vezes, na verdade todas as vezes, você precisa de um estopim, uma última gota d’água para se rebelar. Além do mais, eu acho muito difícil que o movimento estudantil não tenha pedido aumento de professores várias e várias vezes, muito mais provável que tenha sido ignorado.

      Abraço!

  9. Rodrigo Vilela disse:

    Perfeito, PH! Só não podemos focar que “negros e pobres” são escorados da sociedade.

    Qualquer um que não seja abastado financeiramente o é, hoje em dia. E eu digo isso porque sou branco e pobre. E não tenho orgulho nenhum do que acontece no país, em especial a cidade onde moro, Santos.

    Na verdade chegamos a um ponto no país que medidas e mudanças de leis e mentalidade já não adiantam mais nada. Aqui, só recomeçando do zero! =/

    Repito: texto brilhante!

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