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13 de dezembro de 2014 - 16:21F-E, Punta del Este

“Quatro ou cinco temporadas” para baterias que durem uma corrida

Alejandro Agag falou durante a chegada da eP ao Uruguai (Foto: Divulgação/F-E)

Alejandro Agag falou durante a chegada da F-E ao Uruguai (Foto: Divulgação/F-E)

Pedro Henrique Marum | Punta del Este

O primeiro ano de uma categoria nova, com nova tecnologia e métodos, implica em começar a fazer um trabalho ainda longe de pronto. No caso da F-E, a intenção é chegar a tipos de tecnologias que ainda não existem e de forma gradual, sem mexer dramaticamente no projeto entre temporadas, como Bruno Senna disse ao GRANDE PRÊMIO na sexta.

Uma das necessidades conhecidas pela direção da categoria é equipar os carros com uma bateria que consiga suportar uma prova completa para que os pilotos não tenham de trocar de carros no meio das etapas. É um plano traçado desde que o projeto foi feito junto à Spark.

O único problema é: não existe no mundo tecnologia elétrica disponível que mantenha um carro de quase uma tonelada e 200 kw correndo por uma hora direto. Essa tecnologia precisa ser desenvolvida, mas não está sequer perto de ficar pronta.

Quem diz isso é Alejandro Agag, diretor-geral da F-E. Foi o próprio, falando ao GP, quem deu uma estimativa de “quatro a cinco temporadas”, contando com a que está em curso, para que as baterias mantenham o motor elétrico funcionando pela duração de uma prova.

8 comentários

  1. Alexandre Soucha disse:

    É isso mesmo, vamos respeitar o tempo necessário para ter um desenvolvimento eficaz e que seja bem próspero!

  2. Gustavo disse:

    Já existem sim tecnologias que duplicam ou triplicam o volume de energia armazenado em uma bateria. Vide os novos materiais de argila, grafeno, eletrodos à base de areia, etc. O que não existe é um produto de prateleira padronizado. Todas estas novas tecnologias já estão disponíveis, testadas academicamente e publicadas em artigos científicos. O que falta é desenvolver mais, padronizar e produzir em escala maior.

    • Pedro Henrique Marum disse:

      Sim, Gustavo. As tecnologias existentes ainda estão em fase de aceitação e testes e são mais artesanais do que industriais, ainda. Pelo menos no sentido da escala de produção. Não existe algo sequer próximo de sustentar uma categoria de carros de corrida.

    • Leoneves disse:

      Siga o dinheiro! Essas tecnologias existem mas são caras demais. Essas equipes ainda não têm a verba necessária para pôr essas novidades na pista. Veja o cartel da industria de celulares. Vendem a ideia de que os smartphones tem tantas novas funções que a bateria não comporta 48 horas de stand by. Balela! Houve um acordo entre os fabricantes para diminuir a capacidade das baterias, que é o item mais caro na produção. Lembrem-se que os celulares de dez anos atrás ficavam mais de uma semana em stand by.

  3. Dr. House disse:

    As corridas são o laboratório dos carros de rua. Ao invés de esperar a tal bateria de longa duração aparecer, a categoria tem que chegar junto aos laboratórios e desenvolver a tecnologia na pista. : \

  4. Antonio Mureb disse:

    As Fórmulas x são para isso mesmo. Investimento em diversão que gera desenvolvimento tecnológico. A F-E vai acelerar o processo de migração do automóvel para a eletricidade, hoje dependente de três pontos fundamentais: autonomia, custo e rapidez na recarga das baterias.

  5. FRAGASSI disse:

    O atual regulamento faz com que os carros sejam trocados nos Pit-stops, è perfeitamente possível fazer um SET de baterias intercambiáveis, Os atuais carros são F-Renault. Um novo chassis poderia resolver esta pratica. Então poderíamos ver o espetáculo de serviço de box com a troca das baterias sem mangueiras nem explosões. Vejo também que os pneus atualmente são experimentais, Nas próximas temporadas os pneus vão fazer os carros andarem 2 até 6 segundos mais rápidos. Isto vai fazer as equipes serem bem mais competitivas. torço pela evolução desta categoria Vai ser um barato Ver BOSCH contra SIEMENS contra MESDEA contra ZONCHEN contra BRIGGS-STRATON – contra WEG, São as grandes corporações que estão de olho nesta categoria e o Jean Toldt sabe disto.

    • Paulo Sergio disse:

      Gostei do comentário Fragassi. Creio eu que isso é uma questão de tempo, porque cada dia que passa, a categoria ganha novos torcedores. Estou muito empolgado pelas corridas. Uma pena que não terá no Brasil este ano…Vamos aguardar em 2016.

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