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25 de novembro de 2014 - 14:51F1, Fernando Alonso

Tchau e bênção

Acabou o amor (Foto: Ferrari)

Acabou o amor (Foto: Ferrari)

Por Pedro Henrique Marum

Dois dias depois de se despedir da Ferrari e dizer que passaria a ser apenas um torcedor dos vermelhos, Fernando Alonso comete um dos atos de maior repúdio do mundo moderno: deixou de seguir a equipe no Twitter. É isso mesmo, não fique incrédulo, leitor: Alonso deu unfollow na Ferrari.

Não é exatamente surpreendente. Alonso passou o ano num ‘pega pra capá’ com o time, e agora não precisa mais responder nem a Montezemolo, nem a Mattiacci e nem ao novo xerife da cidade, Maurizio Arrivabene. Ninguém da Ferrari ou relacionado ao time tem mais qualquer ingerência sobre a vida do piloto, e ninguém mais vai dar ordens ou desagradá-lo profissionalmente.

Alonso é, de certa forma, um sujeito caricato. Não parece gostar muito de ser contrariado e faz pirraça. Não aguentou uma semana após Felipe Massa dizer que o espanhol tem um método de trabalho que cria problemas e teve de dizer que pode voltar a todos os lugares por onde passou.

É claro que pode voltar, como vai voltar para a McLaren – onde também teve problemas com o chefe, Ron Dennis. Só que a capacidade de voltar onde já esteve tem muito pouco a ver com a personalidade ou se é querido ou detestado. Se Alonso pode voltar onde já esteve e arrumou problemas, o motivo é um, e apenas um: ele é um grande piloto.

É simples. Nos esportes de alto rendimento, a única coisa que importa é ganhar. Se você causa problemas, mas dá ao seu time as melhores chances de vencer, terá o seu lugar.

O melhor exemplo em que consigo pensar vem do futebol: Edmundo. O Animal era assim, nos anos 90. Até mandou um dedo do meio para a torcida que tanto o idolatrava, do Vasco, quando estava no arquirrival Flamengo. Depois, voltou. Foi artilheiro, ídolo, tudo de novo. O custo-benefício valia a pena.

São negócios, afinal

O corte de laços de Alonso com a equipe de F1 da Ferrari – o espanhol ainda segue a Ferrari central – é um peteleco com os maneirismos característicos do bicampeão. Diz que agora a equipe não manda mais nele e que agora ele se vai, antes tarde do que nunca.

E tchau e bênção.

1 comentário

  1. Paulo Z disse:

    Nem sempre o melhor aluno da turma é um sucesso na vida!

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